Vini Jr. reage a cânticos islamofóbicos e deixa aviso: “Há racistas em todo o lado”
Vini Jr. reage a cânticos islamofóbicos e deixa aviso: “Há racistas em todo o lado”
Brasileiro condena discriminação antes do duelo entre Real Madrid e Bayern e pede união no combate ao racismo
Vinícius Júnior voltou a colocar o tema da discriminação no futebol no centro do debate. Na conferência de imprensa de antevisão ao duelo entre Real Madrid e Bayern, referente à primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, o extremo brasileiro comentou os cânticos islamofóbicos entoados por adeptos espanhóis num recente jogo particular entre Espanha e Egito, realizado em Cornellá.
O encontro terminou empatado (0-0), mas ficou marcado por expressões como “Quem não salta é muçulmano”, que geraram polémica nas redes sociais e reacções de vários protagonistas. O avançado merengue lamentou que episódios deste género continuem a surgir nos estádios, sublinhando que o futebol deve ser um espaço de inclusão e respeito.
Vinícius destacou ainda o facto de uma das principais figuras da seleção espanhola, Lamine Yamal, ser muçulmano, considerando contraditório que cânticos discriminatórios sejam ouvidos em jogos onde jogadores dessa comunidade são protagonistas.
“É um tema complicado e que acontece muitas vezes. Oxalá Lamine possa continuar esta luta. Não digo que Espanha, Alemanha ou Portugal sejam países racistas, mas há racistas em todos os países.”
O internacional brasileiro reforçou a necessidade de união entre atletas e instituições para combater comportamentos discriminatórios. Segundo o jogador, apesar de alguns avanços, ainda há muito a fazer para garantir que adeptos e jogadores se sintam respeitados dentro e fora do campo.
Referência ao caso Prestianni
Vinícius também fez referência à polémica recente envolvendo Gianluca Prestianni, extremo argentino do Benfica, no confronto da Liga dos Campeões disputado no Estádio da Luz. Na altura, o brasileiro denunciou um alegado episódio de racismo, reforçando a importância de dar visibilidade a essas situações para que não sejam ignoradas.
Para o jogador, o silêncio apenas contribui para a continuidade do problema, enquanto a denúncia pública pressiona federações e clubes a adotarem medidas mais firmes.
Diferença social e responsabilidade dos atletas
“Nós temos dinheiro, os negros pobres têm mais dificuldades do que nós.”
O brasileiro considera que atletas de topo devem usar a sua influência para sensibilizar e promover mudanças, não apenas no futebol, mas também na sociedade.
Relação com treinadores
Além do tema da discriminação, Vinícius Júnior abordou a sua relação com o antigo treinador Xabi Alonso. O brasileiro admitiu que viveu um período complicado sob o comando do técnico, sobretudo pela falta de minutos em campo.
Com a chegada de Álvaro Arbeloa ao comando técnico, o extremo revelou sentir maior confiança e maior liberdade para mostrar o seu futebol em jogos decisivos da Liga dos Campeões.
Mensagem final
O internacional brasileiro concluiu reforçando que a luta contra o racismo e a discriminação deve continuar paralelamente ao desempenho desportivo. Para Vinícius, o futebol tem um papel social importante e pode influenciar milhões de pessoas em todo o mundo.
“Se lutarmos juntos, oxalá que outros jogadores e as pessoas deixem de sofrer estas coisas”, afirmou antes do desafio europeu decisivo.
Post a Comentários