Fórmula 1 regressa a África após 33 anos com GP no Ruanda
Fórmula 1 regressa a África após 33 anos com GP no Ruanda
Fórmula 1 anuncia regresso a África com acordo histórico em Kigali. Ruanda vai receber GP em Bugesera. Última corrida foi em 1993 na África do Sul. Veja os detalhes da Fórmula 1 2026.
Por Planeta Desportivo | 13 de Outubro de 2026 - 21h30
Foto: Formula 1 / Fórmula 1 anuncia regresso a África após 33 anos com Grande Prémio no Ruanda em Bugesera - Acordo em Kigali
Histórico para o desporto africano. A Fórmula 1 vai regressar ao continente africano após 33 anos de ausência. O anúncio foi feito esta terça-feira, 13 de Outubro, em Kigali, capital do Ruanda, com um acordo histórico entre a Formula One Group, o Governo ruandês e a Federação Internacional do Automóvel (FIA).
O acordo foi oficializado por Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, ao lado do Presidente do Ruanda, Paul Kagame, e do presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem. A prova será disputada num novo circuito a ser construído em Bugesera, a 30 km de Kigali, com estreia prevista para 2028, segundo a imprensa internacional. A última corrida de F1 em África aconteceu em 1993 no circuito de Kyalami, na África do Sul, vencida por Alain Prost.
Anúncio: 13 de Outubro de 2026 - Kigali, Ruanda | Local do GP: Bugesera (novo circuito)
Anunciado por: Stefano Domenicali + Paul Kagame + Mohammed Ben Sulayem
Estreia prevista: 2028 | Último GP em África: 1993 - Kyalami, África do Sul
Investimento: 300 milhões USD | Contrato: 10 anos com Ruanda
Veja o calendário completo da Fórmula 1
Circuito de Bugesera será um dos mais modernos do mundo
O novo circuito de Bugesera está a ser projetado pelo gabinete de Hermann Tilke, o mesmo responsável por circuitos como Lusail, Yas Marina e COTA. Segundo o projeto apresentado, a pista terá 5,4 km de extensão, 16 curvas e uma reta principal de 1,2 km com vista para o Lago Mirow e as colinas de Bugesera. A capacidade inicial será de 75 mil espectadores, com possibilidade de expansão para 120 mil.
O governo ruandês já confirmou um investimento de 300 milhões de dólares para a construção, que inclui além da pista, um complexo turístico, hotel de 5 estrelas e um centro de tecnologia automóvel. A obra deve começar no primeiro semestre de 2027 e terminar em 18 meses. O Ruanda quer seguir o modelo do Qatar e Arábia Saudita, usando a F1 para projetar o país como destino global. Kigali já recebe a sede da BAL - Basketball Africa League e o Campeonato do Mundo de Ciclismo de Estrada em 2025.
Por que a Fórmula 1 escolheu o Ruanda e não a África do Sul?
A África do Sul era a favorita há dois anos, com negociações avançadas para Kyalami, mas o projeto não avançou por falta de garantias financeiras e infraestrutura. Já o Ruanda apresentou um projeto com financiamento garantido, estabilidade política e a estratégia Visit Rwanda, que já patrocina Arsenal, PSG e Bayern de Munique. Stefano Domenicali afirmou que "a África merece voltar ao calendário e o Ruanda apresentou o projeto mais sólido e visionário".
Para a FIA, o regresso a África era uma prioridade no plano de expansão para 24 a 26 corridas por temporada e para cumprir a meta de neutralidade de carbono e diversidade continental. Atualmente a F1 corre em 5 continentes, faltava apenas África. O presidente Mohammed Ben Sulayem disse que o projeto ruandês cumpre todos os requisitos de segurança grau 1 da FIA e sustentabilidade. O contrato será de 10 anos, de 2028 a 2038, com opção de renovação.
O que o regresso a África significa para o automobilismo
O regresso da Fórmula 1 a África representa uma oportunidade única para reforçar a presença do automobilismo no continente com 1,4 mil milhões de pessoas. A Liberty Media estima um público potencial de 400 milhões de novos fãs africanos e um impacto económico de 1,2 mil milhões de dólares por ano para o Ruanda em turismo, hotelaria e empregos diretos. Mais de 15 mil empregos devem ser criados durante a construção.
Para pilotos africanos, abre-se uma porta. Atualmente não há nenhum piloto africano na grelha, mas jovens como o sul-africano Brad Benavides na F2 e o nigeriano-britânico em formação na Academia da Mercedes veem agora um caminho. Lewis Hamilton, que sempre defendeu o regresso a África, já comemorou o anúncio nas redes sociais, dizendo que é um "momento histórico e justo para o continente".
Calendário da Fórmula 1 vai mudar em 2028
Com a entrada do Ruanda, o calendário da Fórmula 1 em 2028 deve chegar a 25 corridas, com a saída provável de um GP europeu como Imola ou Zandvoort para respeitar o limite logístico. A corrida de Kigali deve ser colocada na parte final da temporada, entre o GP do Qatar e Abu Dhabi, em Novembro, aproveitando o clima seco do Ruanda nessa altura com temperaturas médias de 24 graus.
O Grande Prémio do Ruanda será noturno, o 6º do calendário a ser disputado à noite, para facilitar a audiência europeia e americana. A corrida terá o nome oficial de FORMULA 1 QATAR AIRWAYS RWANDA GRAND PRIX, devido ao acordo de patrocínio master com a Visit Rwanda e Qatar Airways. Acompanhe todas as novidades sobre o GP do Ruanda, o Girabola e a Champions League no Planeta Desportivo.
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